terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Público Interno

Diante do cenário em que estamos vivendo, da tal “era” da globalização, o surgimento de novas tecnologias nos proporciona um número grande de informações e rapidez na comunicação, e, conseqüentemente, os consumidores estão cada vez mais questionadores, logo, mais preocupados com a responsabilidade social das organizações.

Hoje não se compra o produto/serviço apenas pelo custo-benefício, nem apenas preço. O que se levam em consideração é a reputação da organização perante os seus públicos, o que a organização tem feito para contribuir para minimização das agressões ao meio ambiente, como se dá o relacionamento com a comunidade em que está inserida e com seus funcionários, e que faz pela sociedade no geral.
Nesse cenário de consumidores cada vez mais exigentes, as organizações não têm medido esforços para atender as novas exigências do mercado, onde ter “ISO” é estar a um passo do seu concorrente, mas não é só isso (ao mesmo tempo).
Porém, o que eu quero que seja refletido nesse post, é a questão do público interno nas organizações, já que muitas empresas o deixam de lado, passando a se preocupar somente com a imagem da marca diante de seus públicos, com a comunicação externa.
A tendência é que as empresas passem a adotar cada vez mais a administração participativa, que tem por objetivo fazer com seus funcionários participem da tomada de decisão, tenha um canal direto com a alta direção e posso expressar suas opiniões sem medo de ser repreendido ou não ser ouvido.
As organizações devem entender que funcionário é público prioritário e multiplicador, como se encontra nos livros mesmo. É caso em que teoria e prática devem se confirmar para o bem organizacional.
Ter um ambiente em que seus funcionários se sintam motivados, felizes no local de trabalho e que possam sentir que não são apenas um número dentro da organização é essencial para que o funcionário vista realmente a camisa e se torne “embaixador” daquela empresa e de seus produtos.
Vou além e parto para as sugestões: por que não ser criada uma “ISO”, no qual a organização seria avaliada a motivação dos funcionários, a rotatividade, os benefícios oferecidos, entre outros? Sem essa de medir clima ou se a empresa é boa para se trabalhar ou não. Afinal para quem já está dentro, não agrega muita coisa o resultado que vai sair nas Melhores Para Você Trabalhar da Exame, certo!?!

Karen Silva Lima

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Os 10 da vida

10, 9.5, 9 são as notas mais esperadas pelos alunos, mas tirar 10 em uma prova só mostra que você é aplicado e estuda.

Das coisas que aprendemos durante esses três anos de faculdade, posso enfatizar o RELACIONAMENTO: este é o ponto de partida para todos os projetos de relações públicas e é também a parte mais difícil de ser trabalhada. Não adianta você saber se relacionar na teoria.

Imagino como seria uma empresa onde os funcionários trabalham todos os dias juntos e se quer mantêm um relacionamento estável com seus colegas, clientes, fornecedores e imprensa, não existiria negocio vantajoso para ambas as partes, nem satisfação dos funcionários.

Não só no relacionamento, mas tudo que aprendemos até hoje, deve ser colocado em pratica enquanto estamos na academia, pois o mercado lá fora, nos coloca em situações que devemos concorrer com os 10s da vida.

Daqueles 10 acadêmicos nem todos serão lembrados ou valorizados na vida profissional. Então o recado que eu deixo é: TIRE 10 E VIVA ESTE 10, NÃO DEIXE SÓ NO PAPEL!


Luana Tenório

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

RP e Meio Ambiente

A partir do século XX é que as pessoas se tornaram mais preocupadas com o Meio Ambiente, devido ao aumento das novas tecnologias, o que acabou gerando aumento de informações, porém criou-se a necessidade de buscar imagens positivas da sociedade na qual estamos inseridos.
Para o profissional de Relações Públicas surge um novo campo de trabalho, onde antes de passar a trabalhar atuando em prol do Meio Ambiente é necessário que o profissional opere tão estrategicamente como nas demais abordagens da comunicação da empresa; desse modo partir de pesquisas e ter um planejamento estratégico bem delineado são premissas essenciais para garantir os resultados esperados e minimizar riscos.
O papel do profissional de Relações Públicas é, essencialmente, conhecer todos os seus públicos e conscientizá-los quanto às demandas ambientais, assumindo campanhas de comunicação com caráter bem educacional, de modo que haja o envolvimento e o engajamento nessas questões.
Mas questiono se o profissional de Relações Públicas, além desse papel de educador ambiental e agente de transformação social, não deveria dedicar-se mais a contribuir participar dos comitês corporativos que são responsáveis pelo estabelecimento de políticas ambientais, afinal trata-se de responsabilidade social corporativa e a comunicação dessa postura da empresa está absolutamente ligada à RP.
Tenho convicção de que podemos ir além do instrumental, aliás, que devemos ir ao nível estratégico, até mesmo para efetivamente ir ao encontro das demandas ambientais e da adequação e necessidade de cada público, do contrário continuaremos nas ações pontuais, midiáticas com algum resultado, mas sem a expressão que o tema pede.


Patrícia Ferreira da Costa Pedroso

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Globalização... Comunicação... e nós?

Falar em globalização hoje parece “chover no molhado”, mas surpreendeu-me um artigo acerca das dificuldades que as empresas encontram na hora de promover um produto para o mercado global. Ou seja, como criar um nome, uma marca e uma propaganda que seja viável e aceita por todos os perfis culturais de consumidores espalhados pelo mundo?

É certo que equívocos acontecerão: a Nike, uma das marcas mais globalizadas da atualidade, teve seu recente comercial de TV acusado de blasfêmia e proibido pelo governo chinês. O vídeo mostrava o jogador americano de basquete LeBron James vencendo um duelo com lutadores de kung fu e um par de dragões.
Para Elliot Polak*, presidente da consultoria TextAppeal, "num país ocidental, um famoso derrotando aquilo que é antigo seria popular entre os jovens. Mas a Nike não estava preparada para o peso das tradições na China”. E eu me pergunto, onde estava o profissional de RP?
São comuns os exemplos da superficialidade com que as empresas tratam temas como comportamento, valores culturais, folkcomunicação e a própria globalização. Curioso é que dificilmente veremos citação sobre o pertinente trabalho das Relações Públicas.
Aprendemos que não podemos mais tratar o mundo como massa globalizada. As pessoas pensam, reagem, têm vontades e necessidades, mas já não são tão ingênuas aos apelos consumistas das peças publicitárias. A imagem e as atitudes da organização contam muito nos critérios de escolha do consumidor.
O consumo esbarra em imponentes obstáculos como o poder aquisitivo e os valores sócio-culturais. Qualquer empresa que se preze deve estar atenta às peculiaridades dos públicos com os quais está se relacionando. E como elas devem fazer isso, nem preciso responder não é?!
Outro dia ouvi em uma palestra que a Comunicação Integrada é um mito. Mas como é possível negar que a forma mais abrangente e eficaz de lidar com as variáveis do mercado globalizado é unir as técnicas de Comunicação às de Marketing num esforço integrado? O que falta então para que isso seja uma realidade nas organizações?
É indiscutível que esse cenário favorece amplamente aos profissionais da comunicação. Porém, o mercado de trabalho nos exige um comportamento cada vez mais multimídia. Domínio sobre as mais variadas tendências, capacidade de absorção das diversas facetas da comunicação, da gestão, da tecnologia, das culturas e inúmeras outras contemporaneidades. E então, o que é que estamos esperando?
Daniela Francisca da Silva


* No artigo É difícil agradar a todos, Portal Exame em 23/08/2007.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Comunicação Organizacional é Relações Públicas?

Afinal, Comunicação Organizacional é o exercício completo das Relações Públicas?
Acredito ser este um assunto um tanto polêmico e que tem gerado grandes debates entre os profissionais da área, de modo que me arrisco a postar aqui uma pequena contribuição a respeito.
Atualmente devido a mudanças no cenário global e surgimento de novas tecnologias, a prática da comunicação organizacional ganhou maior destaque no ambiente de gestão das empresas e isso se tornou visível.
Segundo o artigo da Profª.Drª. Juliana Nogueira Sabbatini*, que propõe uma tipologia a respeito da comunicação organizacional, acredita-se que muitas empresas ainda seguem o modelo mecanicista tradicional e não estão atentas ao que está sendo solicitado no mercado.Uma vez que, se queremos obter a devida comunicação organizacional dentro das empresas, é preciso idealizar a flexibilidade do ambiente, agilidade, comprometimento, participação dos funcionários, dentre outros. E para tal, é preciso que ocorra uma mudança no gerenciamento das mesmas, de modo que haja delegação de autoridade e responsabilidades, por parte da alta administração.
Já as Relações Públicas são responsáveis pelos processos de comunicação estratégica, e consideradas de grande importância para as empresas, onde o planejamento é a principal ferramenta da área e atua junto aos diferentes públicos das organizações, elaborando, diagnosticando, prognosticando, assessorando e implementando todas as atividades e ações necessárias para o bom desempenho da mesma.
Neste caminho, um dos pontos fundamentais do trabalho das Relações Públicas é o diagnóstico, pois é por meio dele que serão apontados os pontos fortes e fracos da organização e traçados planos de ações, que as levará a atingir resultados mais confiáveis e corretos.
Sendo assim, me ponho a dizer que as Relações Públicas e a Comunicação Organizacional devem atuar em conjunto, pois ambas se complementam e somam as demais áreas.As Relações Públicas além de trabalhar a comunicação da organização, é a área mais apta e estimável para que se estabeleça um bom relacionamento da empresa com seus diferentes públicos, proporcionando envolvimento e uma via de mão dupla eficaz e eficiente, que vai ao encontro da flexibilidade às futuras tendências da Comunicação Organizacional.

Patrícia Pinho



* SABBATINI, Juliana Nogueira. Uma tipologia possível para análise da Comunicação Organizacional.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Terceiro Setor

Esta semana o InovaBlog trata um assunto super em pauta desde a metade da década de 1990: o Terceiro Setor.

Existem em torno de 260 mil instituições do Terceiro Setor no Brasil.
Com este número, podemos observar um campo de atuação bastante promissor para os Profissionais de Relações Públicas, que no Terceiro Setor, de acordo com a Professora Fabiana Moreira, podem contribuir para: proporcionar parcerias e alianças (desafio da colaboração)‏; gerar visibilidade e credibilidade (desafio da legitimidade); promover a mobilização de recursos (desafio da sustentabilidade)‏; e facilitar o alinhamento interno (desafio da eficiência/eficácia).
Com as diversas ferramentas de atuação que o profissional de RP possui, ele consegue superar todos esses desafios. Até porque as empresas têm se preocupado fortemente em desempenhar seu papel social de forma efetiva, uma vez que possuem consumidores e investidores mais e mais exigentes. Portanto, investir e apoiar entidades do Terceiro Setor, tornou-se algo que, como se diz no corporativês: agrega valor.
Acredito que esta seja uma grande oportunidade de mercado profissional para Relações Públicas, assim como, uma grande oportunidade de expansão da categoria para outras área, outras frentes, promovendo ainda mais a divulgação das Relações Públicas. E isto é ainda mais relevante por se tratar de uma oportunidade que resgata o papel de agente de transformação social do RP – personagem que a história do planeta está precisando.

“Em busca de melhor qualidade de vida para a sociedade, por meio da solução dos mais diversos problemas sociais, as Relações Públicas no Terceiro Setor podem realizar o diálogo orientado para objetivos determinados entre a causa, seus proponentes (a organização que a defende) e os diversos públicos”.*


Fernanda Bueno


*MOREIRA, Fabiana M. D. Campos. Comunicação e Relações Públicas para a Superação dos Desafios do Terceiro Setor. São Paulo: ECA/USP, 2006.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Valor

Por que a palavra valorização está sempre em torno da profissão de Relações Públicas? Isso é uma coisa que me inquieta e que traz alguns questionamentos que só hoje vou externar: será que nós, profissionais e estudantes de Relações Públicas, realmente sabemos nos valorizar? Será que o mercado não reconhece a importância da profissão ou nós mesmos que não reconhecemos nosso valor?
De nada adianta queixar-se e dizer que o profissional não é valorizado, se ele sequer sabe definir quais são suas atividades específicas, ou quando sabe, não briga por seu espaço no mercado. A briga entre jornalistas e RP's ou entre esses e a área de Marketing vem de longa data e, honestamente, creio que esteja longe de seu final. E isso só demonstra o quanto não sabemos conquistar nosso espaço, uma vez que muitas de nossas atividades recebem outras nomenclaturas e são exercidas por outros profissionais.
Acredito que temos mais é que unir esforços e o conhecimento de todos os profissionais de Comunicação Social para atingir os objetivos maiores das organizações. Porém, união não significa perda de identidade e o que aconteceu ao longo do tempo é que as Relações Públicas perderam sua identidade e seu espaço para outras áreas, pois a própria categoria não defende seus direitos, seja individualmente, denunciando o exercício ilegal da profissão, ou coletivamente, através das entidades de classe, que hoje se encontram com pouca expressividade, poucos associados e desacreditadas.

É aí que volto à questão: a falta de reconhecimento vem do mercado ou é um problema da categoria?

O que podemos observar é que a ação isolada de uma ou outra entidade de classe não resolve o problema. Em artigo* publicado no site RP-Bahia, o Prof. Dr. Fábio França diz que é necessário “Estabelecer um processo de unificação conceitual da atividade e das campanhas de sua promoção por parte das entidades que a representam e criar, por meio desse processo, o verdadeiro espírito de corpo da categoria. A verdade é que, tratando-se de uma profissão de caráter público, nenhuma dessas entidades será bem sucedida, nem ajudará a profissão, agindo isoladamente, segundo os interesses de suas lideranças.”
A legitimação da profissão é algo que deve partir de nós, estudantes e profissionais e das entidades de classe. A conquista de espaço cabe unicamente a nós, o reconhecimento é uma conseqüência.
Ana Paula

*O que é preciso fazer para construir o conceito positivo das Relações Públicas?