terça-feira, 25 de setembro de 2007

Estética e Relações Públicas

Quando comecei a pesquisar sobre o tema para este post do InovaBlog algumas idéias vieram em mente, e então, talvez por ter me identificado com o tema “Estética de Relações Públicas” depois de ler um artigo de mesmo título do Professor Mestre Júlio César Barbosa, publicado no periódico Communicare da Cásper Líbero, finalmente arrisco colocar em discussão duas questões:
Onde, de fato, reside a estética em Relações Públicas e, até onde o profissional de RP deve preocupar-se ou estar apto a desenvolver trabalhos estéticos do ponto de vista “artístico”?
Para abrir a discussão diante da primeira questão proposta, sobre a essência da estética em Relações Públicas, vale citar um trecho do artigo de Júlio César Barbosa:
“Tanto a propaganda quanto as Relações Públicas necessitam de estética para sua existência. Para as Relações Públicas, essa beleza está mais intrinsecamente vinculada aos processos psicológicos dos conhecimentos do indivíduo, a intelectualidade, mais expressão do saber e nesse aspecto amplia-se o horizonte, dando ao homem maior profundidade de idéias e simplicidade da forma para expressão das mesmas...”.
Fica claro que a estética de Relações Públicas está ligada ao discurso, ao intelecto, profundidade de idéias e organização, diferente da publicidade que prioriza a profundidade na forma e simplicidade de idéias.
“Assim não será requisito essencial às Relações Públicas a criatividade, mas a organização dos dados, dos resultados dentro do processo de percepção do conjunto, da sistematização dos públicos, do planejar estrategicamente os meios e as mensagens e, por fim, de produzir uma opinião pública favorável”.
Quanto à citação acima é preciso esclarecer que o fato não quer dizer que o profissional de RP não precise utilizar a criatividade e signos semânticos, pois estes precisam sim, o fato é que estes elementos não são os pontos primordiais referentes à estética em um trabalho de Relações Públicas, que, como já dito, está ligado ao discurso, que exige do profissional uma outra forma de criatividade.
E é aí o ponto de partida para a reflexão sobre a aptidão de um RP em desenvolver trabalhos que necessitam de um pouco mais da estética artística, mas antes é importante esclarecer que a referência de estética para esta questão não está relacionada com a criação de peças e logotipias, expertise dos publicitários, mas sim, relacionada ao desenvolvimento de trabalhos que além de bom conteúdo tenham FORMA apreciável.
Pois bem, aí então é o momento em que paradigmas entram em ação, principalmente nas aulas de Informática Aplicada: “Ô professor, mas pra quê a gente tem que aprender a usar esse programa de criação aqui!?”.
De fato a estética quando referente à forma, “coisinhas bonitinhas”, desenhos, perfumaria enfim não necessariamente está ligada à aptidão das Relações Públicas como já exposto, mas nem por isso deve ser um ponto desprezado em trabalhos que pedem um pouquinho mais de atenção neste aspecto.
Por fim, por mais que você tenha certeza que NUNCA (Nunca diga nunca!) irá precisar se preocupar com essa forma de estética é sempre bom SABER FAZER, mas se realmente não houver interesse algum em SABER FAZER, um velho ditado dá a dica: “Às vezes mais importante do que saber é conhecer quem saiba...”.

Juliana Rett

Referência: http://www.facasper.com.br/cip/communicare/index.php?v_edicao=47

terça-feira, 18 de setembro de 2007

No último sábado (15/09/2007) participei como ouvinte do I Encontro de Docentes CONRERP 2º Região aqui na FAAT (Faculdades Atibaia). E sabendo que iria inaugurar o InovaBlog, aproveitei a ocasião para fazer uma entrevista com Margarida Kunsch, Relações públicas, professora doutora da ECA-USP e escritora de vários livros sobre a profissão – acho que uma forma bem especial de inaugurar um blog de RP, não?!

Foi um papo muito interessante e o que mais me chamou atenção foi seu posicionamento sobre o fato de RP estar entre as 10 carreiras mais promissoras, segundo a revista Exame.

Para a professora uma questão importante ajudou na inclusão de Relações Públicas nessa lista: a responsabilidade social e ambiental, que as empresas hoje têm que ter esse compromisso social e responsável.

Professora Margarida defende muito a presença do profissional de Relações Públicas na gestão da comunicação social da responsabilidade social, uma vez que uma organização ao realizar ações de caráter social, está trabalhando justamente a questão institucional e não o mercado com vistas à vendas especificamente, dai a aderência à Relações Públicas na sua mais pura essência de atividade agente de transformação social.

Responsabilidade Social Corporativa é mais que esforço institucional até. Trata-se de filosofia de gestão, foi o que reforçou Margarida Kunsch.


Por Aderlane Lima