quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Comunicação Organizacional é Relações Públicas?

Afinal, Comunicação Organizacional é o exercício completo das Relações Públicas?
Acredito ser este um assunto um tanto polêmico e que tem gerado grandes debates entre os profissionais da área, de modo que me arrisco a postar aqui uma pequena contribuição a respeito.
Atualmente devido a mudanças no cenário global e surgimento de novas tecnologias, a prática da comunicação organizacional ganhou maior destaque no ambiente de gestão das empresas e isso se tornou visível.
Segundo o artigo da Profª.Drª. Juliana Nogueira Sabbatini*, que propõe uma tipologia a respeito da comunicação organizacional, acredita-se que muitas empresas ainda seguem o modelo mecanicista tradicional e não estão atentas ao que está sendo solicitado no mercado.Uma vez que, se queremos obter a devida comunicação organizacional dentro das empresas, é preciso idealizar a flexibilidade do ambiente, agilidade, comprometimento, participação dos funcionários, dentre outros. E para tal, é preciso que ocorra uma mudança no gerenciamento das mesmas, de modo que haja delegação de autoridade e responsabilidades, por parte da alta administração.
Já as Relações Públicas são responsáveis pelos processos de comunicação estratégica, e consideradas de grande importância para as empresas, onde o planejamento é a principal ferramenta da área e atua junto aos diferentes públicos das organizações, elaborando, diagnosticando, prognosticando, assessorando e implementando todas as atividades e ações necessárias para o bom desempenho da mesma.
Neste caminho, um dos pontos fundamentais do trabalho das Relações Públicas é o diagnóstico, pois é por meio dele que serão apontados os pontos fortes e fracos da organização e traçados planos de ações, que as levará a atingir resultados mais confiáveis e corretos.
Sendo assim, me ponho a dizer que as Relações Públicas e a Comunicação Organizacional devem atuar em conjunto, pois ambas se complementam e somam as demais áreas.As Relações Públicas além de trabalhar a comunicação da organização, é a área mais apta e estimável para que se estabeleça um bom relacionamento da empresa com seus diferentes públicos, proporcionando envolvimento e uma via de mão dupla eficaz e eficiente, que vai ao encontro da flexibilidade às futuras tendências da Comunicação Organizacional.

Patrícia Pinho



* SABBATINI, Juliana Nogueira. Uma tipologia possível para análise da Comunicação Organizacional.

11 comentários:

Minha monografia disse...

Patty, ficou muito bom o seu texto....E concordo com vc, que as Relações Públicas e a Comunicação Organizacional devem trabalhar juntas...
bjs...
Karen

Unknown disse...

PARABÉNS DONA PATTY...RSRS!!!!
Adorei seu texto e acho que o trabalho de RP só tem a contribuir para a Comunicação Organizacional...bjos

Unknown disse...

Ah... sacanagem. Escrevi um baita comentário bacana e o deu pau no servidor! Não enviou a mensagem. =/
Então deixo registrado meus parabéns pelo texto! O que te falta em tamanho, lhe sobra em qualidade na escrita. (isso é um elogio, viu?) rsrs
Beijo procê.

Ju disse...

Heyyy Patty!!!!

Ótimo texto! Não tô puxando saco pra vc não brigar comigo... tô falando sério mesmo...rs!!!

A área de RP e CO só têm a agregar uma o trabalho da outra!

Bjão e Parabéns!

webjorsuperacao disse...

Caros rps, desculpem-me a intromissão para assunto tão candente: Tenho navegado bastante e lido sobre o fim do jornalismo e mesmo o fim da publicidade. E quanto à RP!? Há algo que diz sobre o fim do RP!?
Claro que esta provocação tem como mote levar a algo que eu qualificaria as mudanças inexoráveis pelas quais as "comunicações" vêm passando.
Se o RP ainda é a única estaca fincada, que terreno é este que tão firme!?
wpa

webjorsuperacao disse...

Caros, provoquei e assumi uma responsabilidade, motivo pelo qual colo abaixo o que saiu a pouco no Jornalismo&Internet, do GJOL. Dá o que pensar e amplia o que eu disse antes:
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Quarta-feira, Março 26, 2008
Reputação online torna-se negócio rentável
Companhias como Reputation Hawk, International Reputation Management e a High Position definem-se como a próxima geração de relações públicas. Elas são especialistas em criar reputação e apagar rastros negativos na web. O preço do serviço, segundo a matéria do Atualidade Digital, pode chegar a vinte mil euros.

Para dar visibilidade aos clientes, as empresas trabalham com diversas técnicas de SEO. Além disso, acredito que elas devam trabalhar em parceria com os motores de busca. Em janeiro de 2007, publiquei um post que mostrava que os jornais britânicos estavam utilizando o Google como ferramenta de marketing. Diários como o Daily Telegraph, Times of London e o The Sun pagavam ao site de busca e, sempre que um usuário procura as palavras-chave escolhidas por eles, aparece o link para os respectivos jornais.
Via Jornalismo e Comunicação.

Alberto Marques

Marcadores: reputação online, SEO

posted by GJOL at 11:00 AM
Fonte: http://gjol.blogspot.com/2008/03/reputao-online-torna-se-negcio-rentvel.html

Ju disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ju disse...

Caro Webjorsuperacao,

Coloco o meu ponto de vista diante da questão abordada por você.

Apesar de não crer nas previsões de que Jornalismo e Publicidade e Propaganda possam ter um fim, o meu comentário tem mais o fim de responder sua questão: "Se o RP ainda é a única estaca fincada, que terreno é este que tão firme!?"

Bom vamos lá!
Não preciso insistir no fato de que Relações Públicas vai muitoooooo além de limpar a imagem de organizações na WEB, atividade defendida como " a nova geração de Relações Públicas" no texto esposto no comentário anterior.

(Eu pessoalmente defenderia as Relações Públicas 2.0 de forma global e não específica como fez o texto que apresentou. Ou seja, a utilização de ferramentas colaborativas da WEB para os fins da atividade.)

Enfim, um dos motivos da fertilidade do solo de RP está diretamente ligada às características de perfil do consumidor moderno.
Para o consumidor, a imagem das empresas hoje tem forte relação com a preocupação frente a responsabilidade sócio-ambiental, boas práticas de atendimento e relacionamento (com clientes, colaboradores, fornecedores) e ainda, ao ouvir atento das suas necessidades.
Estas características e mais algumas são primordiais na escolha de produtos/serviços de determinada organização.
Todos estes fatores, se bem trabalhados pela comunicação integrada, dão as empresas boa imagem/reputação e consequentemente o desenvolvimento de bons negócios. O segredo é que estas estejam sempre alinhadas às necessidades de seus vários públicos, que como podemos observar ao longo dos tempos, mudam.

Por isso que acredito que o fim de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas estão bem... bemmmmm distantes. Isso se houver!

Unknown disse...

Prezado Websuperaço,
Como comentou nossa amiga Ju, também não acredito no exterminio das profissões de jornalismo, publicidade e muito menos das Rps. A relaidade atual mostra que o cenário mudou sim - temos consumidors masi consientes, criticos, bem informados; o povo deixou de ser massa de manobra para trnasforma-se em público o que fez com que as áreas da comunicação tivessesm que se adequar a nova realidade. Na verdade o que mudaram foram os padrões, o formato que a mensagem deve ter para poder alcançar o público. A comunicação foi e sempre será inerente a natureza humana; é uma necessidade que todos nós temos, portanto,o que temos a fazer é trocar o sinal da equação, reformatar nossas mensagens. Prova de que a comunicação esta longe de acabar, é a nitida avidez das pessas em manterem contatos socias, atualmente, protagonizados pela Web 2.0.
Estratégia,adequação e estreito relacionamentos, penso, serão os motes do futuro.
abraços!

Daniela disse...

O terreno firme que garante a estabilidade e torna Relações Públicas atividade crescente no meio organizacional diz respeito à necessidade (cada vez maior) de consistência e coerência nas relações entre as organizações e seus públicos. Ou seja, não houve e não haverá empresa alguma que sobreviva ou exista sem os seus públicos.
Seja em busca de reputação, audiência, favorabilidade, maiores índices de venda,parcerias ou qualquer outro interesse afim, o caminho é alcançar o público alvo e torná-lo favorável às suas intenções.
Se bem compreendo,Relações Públicas têm a finalidade exclusiva de estabelecer o diálogo entre a organização e seus públicos a fim de alinhar interesses e produzir resultados favoráveis a ambas as partes. Alguém me diz: que organização deseja o contrário?

Ju disse...

Só um reforço sobre o meu comentário:

>> Ketchum abre divisão para ações de relacionamento online

A Ketchum Estratégia está abrindo no Brasil uma Divisão de Comunicação Interativa. A área, já prioridade global da empresa, realiza atividades de Relações Públicas segundo o conceito de Web 2.0. Ou seja, o uso de ferramentas como blogs, podcasts, webcasts e redes sociais online para a interação entre empresas e clientes, além do monitoramento e análise da presença das companhias e suas marcas na Internet e criação de programas de relacionamento com formadores de opinião da Internet.

Empresas como LG Eletronics, Visa, Reckitt-Benckiser e Danone estão entre as empresas que já fazem ações desse tipo em parceria com a agência no Brasil. Para reforçar a novidade, a Ketchum está realizando ações de treinamento para que os funcionários possam se familiarizar com as novas treinamentos. A agência já utiliza podcast e intranet em formato de Wiki para comunicação interna.

Mundo do Marketing: Publicado em 27/6/2008